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 EXERCÍCIOS DE ESCRITA

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Liar
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MensagemAssunto: EXERCÍCIOS DE ESCRITA   Dom Ago 12, 2012 6:08 pm



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Cá estou com mais um dos meus tópicos – nem tão – inúteis. Nome autoexplicativo. Quem quiser fazer os exercícios também, pode fazer, eu deixo!


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Última edição por Liar em Dom Ago 12, 2012 6:14 pm, editado 1 vez(es)
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Liar
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MensagemAssunto: Re: EXERCÍCIOS DE ESCRITA   Dom Ago 12, 2012 6:11 pm



1ª BATERIA DE EXERCÍCIOS

1) Escolha dez pessoas que você conhece e escreva uma frase descrevendo cada uma.

2) Grave 5 minutos do rádio (ou de algo que você ouve). Escreva o diálogo e adicione descrições narrativas dos falantes e suas ações, como se estivesse montando uma cena.

3) Escreva uma auto-biografia com cerca de 500 palavras.

4) Escreva seu testamento. Liste todas as realizações de sua vida. Você pode escrever como se você fosse morrer hoje, ou daqui a 50 anos.

5) Faça uma descrição de seu banheiro, em 300 palavras.


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Liar
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MensagemAssunto: Re: EXERCÍCIOS DE ESCRITA   Seg Ago 13, 2012 2:23 pm



2ª BATERIA DE EXERCÍCIOS

1) Pense em uma moça jovem, de aproximadamente dezesseis anos, cabelos castanhos e olhos verdes. Seu nome é Fernanda e ela estuda no ensino médio. Descreva uma situação aterrorizante em três a cinco parágrafos, mostrando como ela reagiu perante o perigo. Exemplos: atravessando um cemitério à noite, sendo atacada por marginais, perdendo-se numa mata escura. Só cuidado para não fugir muito do personagem.

2) Agora pense em uma personagem que você conheça. Utilize a palavra ININTERRUPTO (algo que não pode ser interrompido) ou derivadas e escreva menos de uma página sobre:

a) essa personagem encontrando a pessoa que ela ama, numa situação romântica.

b) o maior sonho da vida dessa personagem.

c) o pior dia da vida dela.


3) Liste pelo menos seis palavras que poderiam substituir os seguintes verbos:

a) dizer:
b) gritar:
c) bater:
d) andar:

4) Descreva a seguinte situação para duas pessoas diferentes: ele ou ela acordou e descobriu que estava numa ilha deserta. Não sabe o que aconteceu, mas sabe que tem que sair dali. Mas o que fazer?

5) Usando a palavra SUCUMBIR (cair, desistir, ser derrotado) ou seus derivados, escreva no mínimo um parágrafo de sete linhas sobre um rapaz de 17 anos que se vê no meio de uma verdadeira guerra épica.

Dica 1: A guerra pode ser nos tempos de hoje ou não; pode ser no estilo O Senhor dos Anéis ou então uma Guerra Mundial. Ou mesmo uma guerrinha de escola. A imaginação é por conta de vocês.

Dica 2: Só porque o personagem tem 17 anos e está numa situação que exige maturidade, não significa que ele precise ter medo.


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Liar
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MensagemAssunto: Re: EXERCÍCIOS DE ESCRITA   Seg Ago 13, 2012 3:53 pm



2ª BATERIA - 1.

Fernanda caminhava de volta para casa depois de passar a tarde na casa de sua amiga. Seu relógio de pulso bipou incansavelmente, fazendo ecos pela rua solitária por onde caminhava, a passos lentos e pesados. Estava tão exausta que mal conseguia notar a atmosfera sombria que jazia-se ali. Era como passar por um cemitério abandonado, onde até a sua respiração poderia ser ouvida a metros de distância, pelo fato de não haver mais nada – ou ninguém – que pudesse cegar os seus barulhos. No momento, ela ouvia apenas sua respiração profunda e os bipes alarmados, gritando aos quatro ventos que já estava tarde demais para uma moça como Fernanda andar por aí sozinha.

Ao constatar que o relógio não se calaria por si só, ela desceu as o par de esmeraldas, sonolentos e entediados, até o objeto. Meia-noite e trinta e dois, pontuava ali, o que fez a garota arregalar um pouco os olhos e apressar o passo enquanto apertava o botão que em um segundo fez o silêncio prevalecer novamente. Se não chegasse em casa logo, teria sérios problemas.

E não demorou muito até que Fernanda começasse a caminhar pelas quadras que ficavam próximas a sua casa. Boa parte das luzes das casas já haviam sido desligadas, e, bem acima de sua cabeça, um poste carregava uma lâmpada que piscava precariamente, tentando permanecer acesa, sem sucesso. Contudo, não foi a iluminação – ou a falta dela – que chamou a atenção de Fernanda naquele momento, e sim alguém bem a sua frente, mancando na mesma direção que ela, só que há alguns metros adiantados. Ele trajava roupas maltrapilhas, onde ela pôde identificar uma série de rasgos e manchas escuras de algo que não soube definir. Tinha a postura curva, e algo pingava do seu braço para o chão, formando uma trilha com eles conforme andava. Pela primeira vez desejou que a rua estivesse mais clara. E, soltando um suspiro de frustração, que soara bem mais alto que o esperado, ela viu o estranho parar, como se respondesse ao ruído de Fernanda.

Quase no mesmo instante em que ele virava a cabeça sobre o ombro, como quem tem o intuito de encará-la, a garota sentiu suas pernas congelarem, então parou a caminhada. Uma brisa fria fez sua saia de colegial se agitar e, prendendo a respiração por alguns segundos, teve um surto de coragem e forçou suas pernas a fazerem seu devido trabalho. Dessa vez, mais rapidamente. Droga, droga, droga – repetia várias vezes à si mesma, repreendendo-se por ter ficado na casa da amiga até mais tarde. Mesmo que um homem parado no meio da rua não significasse nada, ela sentiu o sangue abandonar seu rosto ao passar por ele. E soube que realmente era alguma coisa.

Fernanda tentou não olhar para trás enquanto caminhava, mas continuava ouvindo sons estranhos atrás de si, e isso foi o suficiente para despertar-lhe a curiosidade. Mais um surto de coragem lhe domou por completo. Agora que ela parara de andar, poderia olhar pra trás bem rápido, antes de correr. Respirou fundo algumas vezes, antes de girar calcanhares agilmente e focalizar seus olhos na figura, que para sua surpresa, estava há menos de meio metro de si. Parte de seu rosto estava deformado e um pedaço de sua bochecha estava faltando, dando uma boa visão de todos os seus dentes pintados de vermelho sangue. E ela ao menos teve tempo de assimilar a informação, pois em um rosnado ele avançara nela, faminto.



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Última edição por Liar em Seg Ago 13, 2012 3:57 pm, editado 1 vez(es)
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Burn

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MensagemAssunto: Re: EXERCÍCIOS DE ESCRITA   Seg Ago 13, 2012 3:55 pm

1) PENSE EM UMA MOÇA JOVEM, DE APROXIMADAMENTE DEZESSEIS ANOS, CABELOS CASTANHOS E OLHOS VERDES. SEU NOME É FERNANDA E ELA ESTUDA NO ENSINO MÉDIO. DESCREVA UMA SITUAÇÃO ATERRORIZANTE EM TRÊS A CINCO PARÁGRAFOS, MOSTRANDO COMO ELA REAGIU PERANTE O PERIGO. EXEMPLOS: ATRAVESSANDO UM CEMITÉRIO À NOITE, SENDO ATACADA POR MARGINAIS, PERDENDO-SE NUMA MATA ESCURA. SÓ CUIDADO PARA NÃO FUGIR MUITO DO PERSONAGEM.

Caminhei apressada para fora do Colégio, estava atrasada para o jantar em casa; e minha mãe, provavelmente, me lançaria dentro do forno se eu me atrasasse mais um minuto – não é pra tanto, mas é melhor não arriscar. - Professor... Gay... Com suas tarefas... Gays... Com sua desocupação... Gay... – Fui resmungando no caminho, enquanto remexia em minha bolsa, em busca da chave de casa, ou até mesmo do meu celular para avisar minha mãe que estava a caminho.
Paralisei no lugar, enquanto meu olhar se prendia ao cemitério ao meu lado. Ele era um tanto... Sinistro. Mas minha casa se encontrava do outro lado dele. Cruzando o lugar, eu pouparia realmente meus pés de uma enorme volta ao redor do Cemitério para chegar em casa. Cemitério sinistro... Ou mãe de mau humor?
Não hesitei em invadir o cemitério, ele era rodeado por um muro baixo e sem arame. Fácil de ultrapassar, mesmo para alguém não tão alta como eu. Assim que meus pés tocaram o chão do cemitério, um calafrio aterrorizante viajou por todo o meu corpo. Talvez àquela não tenha sido a melhor idéia que eu já tive, mas não tinha importância. Eu já estava ali, o caso agora era não arregar. Respirei fundo, abraçada a minha bolsa e dei o primeiro passo pelo cemitério. Bem... Eu estava viva. Tomei coragem e prossegui cemitério a dentro.
Um estalido estridente me fez parar, não era um ruído muito alto. Mas devido ao silêncio do lugar, aquilo poderia ser mais alto que uma manada de Elefantes aos meus ouvidos. Olhei para baixo me dando conta que fora eu que pisei em um graveto. Obriguei meu coração a voltar a bater, chutando o estúpido graveto logo em seguida e voltando a caminhar. Sufoquei um grito no momento em que percebi um vulto atrás de mim, me virei aterrorizada, me dando de cara com um corvo negro me encarando. Me senti uma asmática tentando controlar minha respiração – e os meus batimentos cardíacos; podia sentir o sangue latejando em minha cabeça.
Certo, Fernanda, já deu de tentar ser corajosa. Segurei com firmeza em minha bolsa e parti em disparada para fora dali, tropecei em uma ou duas raízes, mas consegui me apoiar com as mãos para impedir de bater com a cara no chão. Localizei os limites do cemitério e suspirei aliviada, enquanto meus olhos se fixavam à minha casa do outro lado da rua. Saltei a mureta com rapidez, parando de correr com um pouso bruto no meio-fio. Respirei arfante, enquanto retirava os fios castanhos de meu cabelo do rosto suado. Recuperei o fôlego e me ergui calmamente, tentado manter o semblante o mais pacífico possível. Levantei a cabeça e atravessei a rua, o próximo desafio seria tranquilizar meus pais.


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Liar
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MensagemAssunto: Re: EXERCÍCIOS DE ESCRITA   Ter Ago 14, 2012 8:54 pm



2ª BATERIA - 2.


C.▬ Perdoe-me, Erza. São ordens do rei. ▬ Sugarboy explicou-se, evitando encarar diretamente os olhos crepitantes de Erza Knightwalker enquanto a empurrava cela adentro com o máximo de gentileza possível. Ela deu de ombros, em uma falsa compreensão, mas ambos estavam cientes de que aquele gesto era apenas uma máscara. Sabiam que a ruiva estava se esforçando ao máximo para não perder o controle e sair dali naquele mesmo instante. Por mais irreal que parecesse, Erza poderia derrotar Sugarboy sem a ajuda de qualquer magia. Ali mesmo, com as mãos presas e uma lâmina espetando-lhe o corpo. Contudo, já havia infringido a ordem de ajudar na reconstrução de Edolas, cidade que ela ajudara a destruir, então, não faria diferença alguma se desobedecesse mais um absurdo.

Infelizmente, não era assim que as coisas funcionavam desde que Mystogan fora coroado o novo rei. Knightwalker já havia recebido sua segunda chance ao conseguir ficar com seu posto de comandante, mesmo depois de tantos crimes cometidos juntamente com Hughes e Sugarboy. Logo, por mais humilhante que fosse, sentia-se disposta a pagar pelos seus pecados de uma vez por todas. Mas isso não significa que iria ficar calada quando saísse dali, não enquanto fosse conhecida como Fairy Hunter, a mais temida caçadora de fadas de Edolas. Ou até mesmo em outros mundos, também.

▬ Perdoe-me, você sabe que eu n...

▬ Tudo bem, Sugarboy. Se o que disse é verdade, então não tenho pelo que perdoá-lo. ▬ Seus olhos índigos desviaram-se do que prendia suas mãos para afixar-se nos azuis culpados de seu companheiro. Seu antigo parceiro de crimes e, até então, seu subalterno. ▬ Aliás, gostaria que acabasse logo com isso. ▬ Suspirou entediada e caminhou calmamente até a cama encostada no canto da parede. ▬ Mande minhas lembranças à Mystogan ▬ Teve vontade de rir da própria audácia de chamar o rei pelo primeiro nome.

▬ Pode deixar. E, hm, não faça nada de estúpido. ▬ Ouviu a gargalhada rouca de Sugarboy, sendo seguida por uma mesclagem de ruídos. Uma espada sendo embainhada, passos e, por fim, sua cela sendo trancada.

Seria um longo dia, pensou Erza, dando um último suspiro antes de sentar-se na cama em um gesto que dispensava qualquer delicadeza.

Lá no fundo, seu sangue fervia de ódio. Nunca havia sido rebaixada a tamanha humilhação. Nem mesmo quando fora “derrotada” pela Erza Scarlet – sua versão de um outro mundo chamado Earthland. A situação de agora era pior, porque repudiava Mystogan com todas as suas forças, e só de pensar que ele estava em seu trono naquele instante, recebendo os mimos de realeza enquanto ela apodrecia ali naquele lugar úmido e sujo, tinha vontade de quebrar as paredes a sua volta e não voltar até que o sangue do rei banhasse suas armas.

Pensando nisso, trombou a cabeça para frente, fazendo com que sua franja vermelho escarlate caísse sobre seus olhos.

Esperava que ninguém entrasse ali agora e a visse naquele estado deplorável. Esperava que não vissem as lágrimas que embaçavam sua visão, transbordando um misto de frustração e raiva. Erza Knightwalker nunca havia chorado e, por isso, sentia-se covarde agora. Pela primeira vez, indefesa.


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